Olha... Não sei se vocês se lembram da casa no fim da rua, que eu descrevi no meu segundo post...
Se não, cliqueaqui. =)
Novas informações sobre ela:
Antes de começar, tudo o que eu escrevo aqui é real, tá? Por mais bizarro que pareça.
Enfim, começarei descrevendo a casa, porque não o fiz corretamente no post anterior.
Ela, hoje, é colorida. Aparentemente, a dona (quem eu gentilmente chamarei também de bruxa) gosta de pintá-la. Ela tem dois andares. E é pintada nas cores, amarela, azul, verde, vinho, rosa, vermelho, branco e alguns toques de laranja. Pois é.. freak.
Como já disse, lá dentro existem as árvores mais velhas do mundo. Elas são enormes, grossas e algumas têm cipós. Outro fato interessante: A casa vai de uma esquina a outra. o.O Pois é, ela é enorme. E o mais bizarro, quase todo o espaço tem construção, nada de jardim. Parece ter um galpão enorme nos fundos.
O gnomo de jardim que eu disse existir, não existe... É, na verdade, em uma casa mais adiante. Quem sabe um dia eu mapeie minha rua e descreva as casas e pontos? Enfim...
Descobri recentemente, no feriado do Dia do Trabalho, que a minha tia também tinha medo dessa casa quando ela era criança. Que a mulher que mora lá já era velha na época dela e que continua assim (Ela é realmente velha, mas fui informado de que ela aparenta a mesma idade de 20 anos atrás)... Ela nunca fica fora por muito tempo, não que eu tenha reparado. Sei que na frente da casa dela têm duas árvores que tem essas flores que até que não são feias, mas são chatas porque ficam caindo na sua cabeça.
Lá trabalha uma mulher não muito nova, mas também não de meia idade. Eu a vi duas vezes. Em uma, ela varria a rua, em outra ela lavava o chão do jardinzinho de entrada da casa. Ela parece normal.
Agora, a coisa que eu acho mais freak sobre a casa: os animais.
Ela tem um pastor alemão. Ok, nada demais. Não o vejo muito, imagino que ele fique preso nos fundos da casa. Ela tem um cágado. Sim, um cágado, daqueles grandes. Eu acho até que isso é ilegal. o.O Só o vi uma vez. Eu sempre escuto barulho de galo cantando vindo da casa dela, e outras pessoas também. Pela freqüência da cantoria, ela deve ter, no mínimo, uns dois. Outro bicho que eu já ouvi foi uma coruja. O que eu também acho que é ilegal...
Pois é... Ela parece ter o perfil de uma criminosa, né? Toda misteriosa, traficando drogas e animais silvestres. =)
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7 de maio de 2008
20 de março de 2008
Aprendiz de Feiticeiro
"Aprendi que tudo passa
Tomando chá ou cachaça,
Tomando champanhe ou não."
Foi até a cozinha e abriu o freezer com descaso. De lá, retirou um pote de 1 litro de um sorvete que tinha pego na sorveteria da esquina há uns três dias, quando ainda estava quente. Deixou-o em cima do balcão e fechou a porta do freezer, se dirigindo em direção a gaveta e apanhando uma colher.
Deixou a tampa do sorvete de cookies dentro da pia e foi até a sala. Sentou-se no sofá, se cobriu com seu edredom de bolas coloridas e ligou a TV. Mudou de canal até achar um filme dramático que aparentemente estivesse no começo. Apanhou o sorvete e começou a comer, escutando o som da chuva.
Aproveitou aquele momento Bridget Jones enquanto pôde, pois sabia que no dia seguinte ou no outro, acordaria bem pela manhã.
Tomando chá ou cachaça,
Tomando champanhe ou não."
Foi até a cozinha e abriu o freezer com descaso. De lá, retirou um pote de 1 litro de um sorvete que tinha pego na sorveteria da esquina há uns três dias, quando ainda estava quente. Deixou-o em cima do balcão e fechou a porta do freezer, se dirigindo em direção a gaveta e apanhando uma colher.
Deixou a tampa do sorvete de cookies dentro da pia e foi até a sala. Sentou-se no sofá, se cobriu com seu edredom de bolas coloridas e ligou a TV. Mudou de canal até achar um filme dramático que aparentemente estivesse no começo. Apanhou o sorvete e começou a comer, escutando o som da chuva.
Aproveitou aquele momento Bridget Jones enquanto pôde, pois sabia que no dia seguinte ou no outro, acordaria bem pela manhã.
17 de fevereiro de 2008
Periquito
Ok, eu já comecei esse maldito post 3 vezes, sem sucesso, com vários assuntos diferentes. Mas enfim...
Decidi por contar um causo que me aconteceu fazem alguns meses. (Percebam minha memória infeliz que preferiu guardar isso ao invés da matéria de física.)
Lá para Setembro ou Outubro, eu estava indo para o ponto de ônibus, e vi um cara virando a rua. Ok, nada de anormal sobre isso. Mas, ele tinha um periquito no ombro.
E o bichinho tava livre. Não reparei se as asas dele estavam cortadas, mas acho que não. Se não estivessem mesmo aquilo é o cúmulo ou do carinho que ele tem pelo dono, ou da comodidade que ele tem vivendo com o dono ou do treinamento que o dono deu para ele.
Não sei qual resposta é a mais lógica, mas a minha mente romântica e ingênua (só quando quer também, né?) prefere pensar que é a primeira opção. A devoção do periquito para com seu dono.
Enfim, fico por aqui, porque tenho preguiça de digitar, está muito calor, e não sei como avançar nesse assunto.
Até a próxima postagem. =D
Decidi por contar um causo que me aconteceu fazem alguns meses. (Percebam minha memória infeliz que preferiu guardar isso ao invés da matéria de física.)
Lá para Setembro ou Outubro, eu estava indo para o ponto de ônibus, e vi um cara virando a rua. Ok, nada de anormal sobre isso. Mas, ele tinha um periquito no ombro.
E o bichinho tava livre. Não reparei se as asas dele estavam cortadas, mas acho que não. Se não estivessem mesmo aquilo é o cúmulo ou do carinho que ele tem pelo dono, ou da comodidade que ele tem vivendo com o dono ou do treinamento que o dono deu para ele.
Não sei qual resposta é a mais lógica, mas a minha mente romântica e ingênua (só quando quer também, né?) prefere pensar que é a primeira opção. A devoção do periquito para com seu dono.
Enfim, fico por aqui, porque tenho preguiça de digitar, está muito calor, e não sei como avançar nesse assunto.
Até a próxima postagem. =D
4 de fevereiro de 2008
Proteção
A minha espiritualidade é algo diferente, assim como eu acho que é com a maioria das pessoas hoje em dia. Acho isso um fator muito positivo, pois cada um deveria realmente exercer aquilo que lhe faz bem de forma pessoal, afinal somos todos diferentes uns dos outros.
Enfim, quanto a mim... Nasci em família católica, portanto fui batizado. Entretanto, não tenho religião. E também acho difícil a idéia de acreditar em um ou mais deuses. Porém, não sei se posso ser chamado de ateu, pois se fosse somente pela formação morfológica da palavra (a = negação, teu = deus), eu seria sim. Mas considerando o sentido dela, eu já não sei.
Eu acredito em Destino, de uma maneira muito particular. Acredito na Natureza, como uma força extremamente poderosa e auto-suficiente. E não tem nada que me faça sentir mais energizado do que um banho de lua, ou contato com água. Acredito num mundo cinza, pois não existe nem preto e nem branco. Temos todos um pouco de bem e de mal, e não me diga o contrário. =P
Porém existe uma coisa, a qual eu tenho minhas dúvidas: espíritos e coisas relacionadas. Acredito em certos pontos, desacredito em outros, mas não é isso o que interessa. Eu criei toda essa introdução para falar de um causo que me aconteceu ontem à noite, enquanto eu voltava para casa.
Já estava na minha rua, quando vi um gato saindo debaixo de um carro. Eu parei e o chamei, coisa que sempre faço. Eu tenho uma relação meio ambígua com gatos. Ao mesmo tempo que sou fascinado com eles e atraído a eles, também tenho receio e um pouco de insegurança. Eu disse que sempre chamo os gatos que vejo, mas não disse que eles nunca vêm. As minhas únicas duas experiências com gatos simpáticos foram com o da minha tia, o de uma amiga, e um filhotinho em uma pet shop.
Enfim, esse gato veio. Roçou em mim como gatos fazem, com a cauda levantada e a coluna arqueada e ficou parado, encostado na minha perna e olhando para a minha frente. Ele já estava olhando na mesma direção antes de eu chamá-lo. Okay, segui em frente, mas o gato me seguiu devagar, então o chamei novamente. Ele veio mais uma vez, se roçou como da última vez, mas mais demoradamente e ficou olhando para frente com o olhar rígido. Eu o acariciei, ele agradeceu, mas não tirava os olhos do lugar.
Não sei como explicar, mas me senti muito protegido. Extremamente seguro com aquele gato olhando por mim e sorri. Depois continuei, ele me seguiu por pouco tempo, mas parou em alguns sacos de lixo.
Foi uma experiência tão bacana que queria dividir aqui. Pode parecer bobagem, mas esse gato realmente me passou alguma coisa boa.
Enfim, quanto a mim... Nasci em família católica, portanto fui batizado. Entretanto, não tenho religião. E também acho difícil a idéia de acreditar em um ou mais deuses. Porém, não sei se posso ser chamado de ateu, pois se fosse somente pela formação morfológica da palavra (a = negação, teu = deus), eu seria sim. Mas considerando o sentido dela, eu já não sei.
Eu acredito em Destino, de uma maneira muito particular. Acredito na Natureza, como uma força extremamente poderosa e auto-suficiente. E não tem nada que me faça sentir mais energizado do que um banho de lua, ou contato com água. Acredito num mundo cinza, pois não existe nem preto e nem branco. Temos todos um pouco de bem e de mal, e não me diga o contrário. =P
Porém existe uma coisa, a qual eu tenho minhas dúvidas: espíritos e coisas relacionadas. Acredito em certos pontos, desacredito em outros, mas não é isso o que interessa. Eu criei toda essa introdução para falar de um causo que me aconteceu ontem à noite, enquanto eu voltava para casa.
Já estava na minha rua, quando vi um gato saindo debaixo de um carro. Eu parei e o chamei, coisa que sempre faço. Eu tenho uma relação meio ambígua com gatos. Ao mesmo tempo que sou fascinado com eles e atraído a eles, também tenho receio e um pouco de insegurança. Eu disse que sempre chamo os gatos que vejo, mas não disse que eles nunca vêm. As minhas únicas duas experiências com gatos simpáticos foram com o da minha tia, o de uma amiga, e um filhotinho em uma pet shop.
Enfim, esse gato veio. Roçou em mim como gatos fazem, com a cauda levantada e a coluna arqueada e ficou parado, encostado na minha perna e olhando para a minha frente. Ele já estava olhando na mesma direção antes de eu chamá-lo. Okay, segui em frente, mas o gato me seguiu devagar, então o chamei novamente. Ele veio mais uma vez, se roçou como da última vez, mas mais demoradamente e ficou olhando para frente com o olhar rígido. Eu o acariciei, ele agradeceu, mas não tirava os olhos do lugar.
Não sei como explicar, mas me senti muito protegido. Extremamente seguro com aquele gato olhando por mim e sorri. Depois continuei, ele me seguiu por pouco tempo, mas parou em alguns sacos de lixo.
Foi uma experiência tão bacana que queria dividir aqui. Pode parecer bobagem, mas esse gato realmente me passou alguma coisa boa.
29 de novembro de 2007
A Dama da Dança
1 mês depois, não é mesmo. =/
Desculpa o atraso....
Thera, juro que no próximo, eu ponho aqueles selos felizes.
Ela dançava porque era o que sabia fazer. Dançava muito bem, e se sentia bem em dançar. Se sentia livre, completa. Dançava desde pequena, antes com as batidas de tambor do pai, depois seguindo seu próprio ritmo, o ritmo da sua vida. Tinha um corpo bonito, majoritariamente devido à dança, e tinha consciência disso. Sabia que ao dançar, levava consigo diversos olhares interessados de rapazes – e volta e meia de outras moças também – que no fim das contas só queriam uma noite de prazer com ela, quem sabe duas.
A ela podiam ser atribuídos vários adjetivos, mas com certeza nenhum deles seria relacionado à frustração ou hipocrisia. Ela fazia o que gostava, e somente o que gostava. Não fazia seu gênero sair com homens para um relacionamento de apenas uma noite, portanto não tinha o costume de se tornar mais íntima dos homens que a viam dançar. Porém, certa noite, enquanto se apresentava em um bar, notou um homem a observando.
Ele não era como os outros que faziam um escarcéu em cima da dança apaixonada dela. Ele apenas a observava, meio maravilhado, meio apaixonado. O rapaz não via algo tão verdadeiro como aquela dança há muito tempo, e percebeu que, fosse quem fosse que dançava ali, era alguém real, um ser humano não só de carne, osso e palavras, disso todos os outros eram feitos também, mas um ser humano de carne e osso e palavras e emoções. Sentiu-se tentado a conhecê-la, com o objetivo de conhecê-la, nada mais. A mais pura das relações. Por isso, se ofereceu a levá-la para casa quando a noite acabou. Os dois conversaram, dançaram e combinaram de se encontrar novamente outro dia, e outro dia, e outro dia...
26 de outubro de 2007
Owned
Hoje eu posso dizer que tive um dia ownado. Prestem atenção na "situation" do rapaz aqui:
Botei aparelho ontem, certo? Acontece que a dentista que fez o trabalho, não soube fazê-lo direito, e deixou para fora um pedaço do fio metálico que agora circundeia a minha arcada dentária.
Esse fio, porém, começou a me incomodar hoje de manhã, e tive que lidar com ele o dia inteiro. Sabe quais são os resultados? Muita dor de cabeça, e um lado interno da bochecha cheio de feridas e sangue. Agora tenho um algodão lá para separá-los.
Bem, além do fio solto, também tenho um problema sério na coluna, que pegou forte hoje. Ó dia
Enfim, não é sobre isso que quero falar neste post. Quero fazer uma proposta, a qual será comentada lá para o fim. Antes, teremos a outra parte da minha história owned.
Fui à praia. Eu e mais um grupo de amigos fomos tocar violão. Não, eu não toco. Não tenho capacidade, mas fui prestigiar e cantar (mal). Antes de ir para o ponto de encontro, passaria na casa de uma amiga para ir com ela e com outra amiga que também estava lá. No momento de me trocar, pensei logo numa bermuda e numa camiseta clara e folgada. Porém fiquei meio indecido quanto ao que calçar. Obviamente, chinelos seria a opção mais conveniente, todavia meus pés não toleram chinelos, ficando todos massacrados depois de usá-los.
No fim das contas prefiri o chinelo ao tênis, não sei o porquê. Dois minutos de caminhada e meus pés já doíam. "Pronto, já era." pensei. Mas como estava atrasado, ignorei e segui reto teimosamente. Só piorei a situação. Ao chegar na casa da minha amiga, parte do meu pé direito estava em carne viva. Fui o resto do caminho descalço para não piorar.
Ok, curtimos a praia, eu em parte, por culpa do aparelho deifeituoso. Suei, e juntei o suor à sujeira da rua (eu havia ido descalço) e à tudo que a praia tráz. Estava imundo, impuro.
Ficamos um tempo na casa de uma outra amiga, onde eu me frustrei pois o ferrinho entrou na minha carne e fez altos caminhos lá dentro, os quais eu tive que me desdobrar para desfazer, e fomos. Peguei carona até a casa dessa amiga que eu tinha ido pegar mais cedo, e de lá vim a pé. Tentei vir de chinelo primeiro, pois já era mais ou menos tarde e tudo o mais... Mas só fiz piorar, o pé esquero agora tbm estava em carne viva. Mais uma vez vim descalço. Descalço, mancando, sujo, com uma bolota de algodão dentro da boca, coisa que as pessoas provavelmente pensavam que era caxumba, e tentando estalar os ombros de 15 em 15 segundos... Estava gatinho.
Porém, o que me levou à criação dessa campanha foi ver pendurado em cabos elétricos um par de tênis Nike ou Adidas, não me lembro, quase do meu tamanho. Naquela altura do campeonato eu já não me importava mais se um tênis fosse 32 (calço 43), eu punha no pé, nem que tivesse que usar como salto alto. Enfiar meu pé, pelo menos a parte fronterior, dentro de um tênis e não ter que andar descalço era tudo o que eu queria... Mas não! o desgraçado tinha que ter dados um nó nos cadarços e jogado no poste. Idiota.
Por isso que elaborei uma proposta: Próxima vez que for fazer algo estúpido como jogar um par de tênis no fio elétrico, não faça. Deposite os calçados numa caixa. Alguém pode precisar deles.
P.S.: Ah, para quem não sabe, owned = se ferrou ou ferrado e ownado = ferrado.
Botei aparelho ontem, certo? Acontece que a dentista que fez o trabalho, não soube fazê-lo direito, e deixou para fora um pedaço do fio metálico que agora circundeia a minha arcada dentária.
Esse fio, porém, começou a me incomodar hoje de manhã, e tive que lidar com ele o dia inteiro. Sabe quais são os resultados? Muita dor de cabeça, e um lado interno da bochecha cheio de feridas e sangue. Agora tenho um algodão lá para separá-los.
Bem, além do fio solto, também tenho um problema sério na coluna, que pegou forte hoje. Ó dia
Enfim, não é sobre isso que quero falar neste post. Quero fazer uma proposta, a qual será comentada lá para o fim. Antes, teremos a outra parte da minha história owned.
Fui à praia. Eu e mais um grupo de amigos fomos tocar violão. Não, eu não toco. Não tenho capacidade, mas fui prestigiar e cantar (mal). Antes de ir para o ponto de encontro, passaria na casa de uma amiga para ir com ela e com outra amiga que também estava lá. No momento de me trocar, pensei logo numa bermuda e numa camiseta clara e folgada. Porém fiquei meio indecido quanto ao que calçar. Obviamente, chinelos seria a opção mais conveniente, todavia meus pés não toleram chinelos, ficando todos massacrados depois de usá-los.
No fim das contas prefiri o chinelo ao tênis, não sei o porquê. Dois minutos de caminhada e meus pés já doíam. "Pronto, já era." pensei. Mas como estava atrasado, ignorei e segui reto teimosamente. Só piorei a situação. Ao chegar na casa da minha amiga, parte do meu pé direito estava em carne viva. Fui o resto do caminho descalço para não piorar.
Ok, curtimos a praia, eu em parte, por culpa do aparelho deifeituoso. Suei, e juntei o suor à sujeira da rua (eu havia ido descalço) e à tudo que a praia tráz. Estava imundo, impuro.
Ficamos um tempo na casa de uma outra amiga, onde eu me frustrei pois o ferrinho entrou na minha carne e fez altos caminhos lá dentro, os quais eu tive que me desdobrar para desfazer, e fomos. Peguei carona até a casa dessa amiga que eu tinha ido pegar mais cedo, e de lá vim a pé. Tentei vir de chinelo primeiro, pois já era mais ou menos tarde e tudo o mais... Mas só fiz piorar, o pé esquero agora tbm estava em carne viva. Mais uma vez vim descalço. Descalço, mancando, sujo, com uma bolota de algodão dentro da boca, coisa que as pessoas provavelmente pensavam que era caxumba, e tentando estalar os ombros de 15 em 15 segundos... Estava gatinho.
Porém, o que me levou à criação dessa campanha foi ver pendurado em cabos elétricos um par de tênis Nike ou Adidas, não me lembro, quase do meu tamanho. Naquela altura do campeonato eu já não me importava mais se um tênis fosse 32 (calço 43), eu punha no pé, nem que tivesse que usar como salto alto. Enfiar meu pé, pelo menos a parte fronterior, dentro de um tênis e não ter que andar descalço era tudo o que eu queria... Mas não! o desgraçado tinha que ter dados um nó nos cadarços e jogado no poste. Idiota.
Por isso que elaborei uma proposta: Próxima vez que for fazer algo estúpido como jogar um par de tênis no fio elétrico, não faça. Deposite os calçados numa caixa. Alguém pode precisar deles.
P.S.: Ah, para quem não sabe, owned = se ferrou ou ferrado e ownado = ferrado.
10 de outubro de 2007
Amor
Estavam juntos há muito tempo. Décadas e décadas de amor, paixão, brigas, filhos, netos, consideração, respeito, carinho, compreensão. Já tinham vivido por volta de 65 anos, o mesmo valor da soma das idades de seus dois filhos. Conheciam a vida e suas reviravoltas, sua ironia, o que a movia.
Tendo tal conhecimento eles caminhavam pela rua, voltando pra casa após andar quatro quarteirões, como a médica havia recomendado para iniciar o tratamento. Eles até conseguiriam aguentar mais, mas para quê? Afinal o jornal e a novela já estavam começando.
Eram sagazes, porém não mais tão ágeis como antigamente. Se aproveitando desta situação, um ladrãozinho passou correndo e agarrou a bolsa da senhora, que a tinha pendurada no ombro frágil. Vendo a mulher ser violentada, assaltada e chocada, o senhor reuniu toda a força que lhe restava, bem assim como sua determinação, e pôs-se a perseguir o assaltante. Não conseguindo alcança-lo devido a grande diferença de idade, ele se sentou no meio-fio e levou as mãos ao rosto.
Sua esposa de longa data veio atrás, com passos leves, e colocou a mão sobre seu ombro, ele a olhou e seu rosto estava molhado. Ela o mandou levantar sem palavras, e assim ele fez. E com isso, ela jogou os braços por cima dos ombros e o beijou de leve nos lábios, para então falar olhando fixamente em seus olhos: Te amo.
Tendo tal conhecimento eles caminhavam pela rua, voltando pra casa após andar quatro quarteirões, como a médica havia recomendado para iniciar o tratamento. Eles até conseguiriam aguentar mais, mas para quê? Afinal o jornal e a novela já estavam começando.
Eram sagazes, porém não mais tão ágeis como antigamente. Se aproveitando desta situação, um ladrãozinho passou correndo e agarrou a bolsa da senhora, que a tinha pendurada no ombro frágil. Vendo a mulher ser violentada, assaltada e chocada, o senhor reuniu toda a força que lhe restava, bem assim como sua determinação, e pôs-se a perseguir o assaltante. Não conseguindo alcança-lo devido a grande diferença de idade, ele se sentou no meio-fio e levou as mãos ao rosto.
Sua esposa de longa data veio atrás, com passos leves, e colocou a mão sobre seu ombro, ele a olhou e seu rosto estava molhado. Ela o mandou levantar sem palavras, e assim ele fez. E com isso, ela jogou os braços por cima dos ombros e o beijou de leve nos lábios, para então falar olhando fixamente em seus olhos: Te amo.
30 de agosto de 2007
Tempos Dourados
Quando se viram pela última vez, eram relevantemente mais jovens. Naquela época, ambos ainda tinham movimento no quadril e o exercitavam naquelas noite animadas de brisa friazinha, na qual os garotos emprestavam suas jaquetas de couro para as meninas que sorriam em agradecimento sempre cheias de esperança. Durante aquele período eles foram rebeldes com atitudes que hoje seriam consideradas castas e puritanas, e se surpreendem com o fato de que o comportamento rebelde dos adolescentes de hoje não seja considerado como tal, exceto quando ele extrapola os novos limites impostos, como gravidez, uso de drogas ou coisa que os valha.
Eles sorriram e se olharam como quem diz: "Te conheço de algum lugar, não conheço?". E sendo assim tentaram se lembrar. O senhor lembrava da época em que era um garanhão, chamando todas as meninas para dançar no salão e as embebedando de ponche. A senhora se recordava da sua época de mocinha, quando foi beijada pela primeira vez pelo homem da sua vida, que conheceu também num baile, porém até hoje ela não sabe que ele a embebedou para poder facilitar o processo do flerte que durou um tempo.
- Boa tarde. - Disse ele determinado.
- Boa tarde. - Ela respondeu sorrindo. Ele também se lembrava dela, talvez agora ela refrescasse a memória e descobrisse de onde o conhece.
- Não me leve a mal, mas estive ali te olhando e pensei... A conheço de algum lugar, não conheço?
- Oh, de maneira nenhuma. Para ser franca com o senhor...
- O senhor não, você. - Ela deu um sorrisinho bobo.
- Então, para ser franca com você, também me perguntava a mesma coisa.
- Pois é... Da onde será? - Ele pareceu buscar algo na memória ao mesmo tempo que ela fez o mesmo. - Bom, ajudaria se soubéssemos os nomes de cada um.
- Ah, pois não! Que indelicadeza a minha... Maria Ângela. E o do senhor?
- Carlos Eduardo. E senhor está no céu, por favor. Onde você estudava?
- Ah, me formei no Colégio João Baptista para Meninas.
- Então não foi de lá que nos conhecemos... Porém esse nome, Maria Ângela, me é familiar.
- Você não era amigo do Oswaldinho?
- Oswaldinho?
- É... Aquele, primo da Odeth, do João Baptista. Ele ia sempre lá nos portões da escola junto com alguns rapazes.
- Não, não... Não conheço nenhum Oswaldinho. Talvez seja o Osmar, lá da Rua das Laranjeiras.
- Você morava por lá?
- Morava, por quê?
- Ah! Mistério resolvido então! Eu morava logo atrás, na Rua Amélia! Sempre reuníamos o povo para ir até a Praça 15 de Novembro. Se lembra?
- Sim, nós jogávamos um futebol e vocês assistiam.
- Verdade.
- Nossa, que ótimo te rever, Maria Ângela.
- Realmente, Carlos Eduardo. Dá uma sentimento bom, um pouco saudoso.
-Pois é... - Ele olhou para o horizonte por um tempo e então retornou. - Tenho que ir agora, estou ocupado, comprando coisas pro meu neto que vai viajar.
-Bom, então se cuida! Nos vemos por aí, certo?
- Certo, até mais hein?! - E se despediram com um beijo no rosto.
Eles sorriram e se olharam como quem diz: "Te conheço de algum lugar, não conheço?". E sendo assim tentaram se lembrar. O senhor lembrava da época em que era um garanhão, chamando todas as meninas para dançar no salão e as embebedando de ponche. A senhora se recordava da sua época de mocinha, quando foi beijada pela primeira vez pelo homem da sua vida, que conheceu também num baile, porém até hoje ela não sabe que ele a embebedou para poder facilitar o processo do flerte que durou um tempo.
- Boa tarde. - Disse ele determinado.
- Boa tarde. - Ela respondeu sorrindo. Ele também se lembrava dela, talvez agora ela refrescasse a memória e descobrisse de onde o conhece.
- Não me leve a mal, mas estive ali te olhando e pensei... A conheço de algum lugar, não conheço?
- Oh, de maneira nenhuma. Para ser franca com o senhor...
- O senhor não, você. - Ela deu um sorrisinho bobo.
- Então, para ser franca com você, também me perguntava a mesma coisa.
- Pois é... Da onde será? - Ele pareceu buscar algo na memória ao mesmo tempo que ela fez o mesmo. - Bom, ajudaria se soubéssemos os nomes de cada um.
- Ah, pois não! Que indelicadeza a minha... Maria Ângela. E o do senhor?
- Carlos Eduardo. E senhor está no céu, por favor. Onde você estudava?
- Ah, me formei no Colégio João Baptista para Meninas.
- Então não foi de lá que nos conhecemos... Porém esse nome, Maria Ângela, me é familiar.
- Você não era amigo do Oswaldinho?
- Oswaldinho?
- É... Aquele, primo da Odeth, do João Baptista. Ele ia sempre lá nos portões da escola junto com alguns rapazes.
- Não, não... Não conheço nenhum Oswaldinho. Talvez seja o Osmar, lá da Rua das Laranjeiras.
- Você morava por lá?
- Morava, por quê?
- Ah! Mistério resolvido então! Eu morava logo atrás, na Rua Amélia! Sempre reuníamos o povo para ir até a Praça 15 de Novembro. Se lembra?
- Sim, nós jogávamos um futebol e vocês assistiam.
- Verdade.
- Nossa, que ótimo te rever, Maria Ângela.
- Realmente, Carlos Eduardo. Dá uma sentimento bom, um pouco saudoso.
-Pois é... - Ele olhou para o horizonte por um tempo e então retornou. - Tenho que ir agora, estou ocupado, comprando coisas pro meu neto que vai viajar.
-Bom, então se cuida! Nos vemos por aí, certo?
- Certo, até mais hein?! - E se despediram com um beijo no rosto.
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