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12 de junho de 2008

Hugues de Lionne

Olá pessoas! Já ouviram falar da novíssima banda, Hugues de Lionne?

Pois é, eu sou um integrante e queria que vocês comprassem nosso primeiro CD:

'Mansion Built Upon Sand'

Aqui está a capa, para aqueles que gostam de um CD com capa bonita:



Vão no camelô mais próximo e arranjem o seu!

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Ok, aqui tá o negócio. É uma nova brincadeira muito iradinha que eu peguei da Arlequina.

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

;)

29 de novembro de 2007

A Dama da Dança

1 mês depois, não é mesmo. =/


Desculpa o atraso....


Thera, juro que no próximo, eu ponho aqueles selos felizes.


Ela dançava porque era o que sabia fazer. Dançava muito bem, e se sentia bem em dançar. Se sentia livre, completa. Dançava desde pequena, antes com as batidas de tambor do pai, depois seguindo seu próprio ritmo, o ritmo da sua vida. Tinha um corpo bonito, majoritariamente devido à dança, e tinha consciência disso. Sabia que ao dançar, levava consigo diversos olhares interessados de rapazes – e volta e meia de outras moças também – que no fim das contas só queriam uma noite de prazer com ela, quem sabe duas.

A ela podiam ser atribuídos vários adjetivos, mas com certeza nenhum deles seria relacionado à frustração ou hipocrisia. Ela fazia o que gostava, e somente o que gostava. Não fazia seu gênero sair com homens para um relacionamento de apenas uma noite, portanto não tinha o costume de se tornar mais íntima dos homens que a viam dançar. Porém, certa noite, enquanto se apresentava em um bar, notou um homem a observando.

Ele não era como os outros que faziam um escarcéu em cima da dança apaixonada dela. Ele apenas a observava, meio maravilhado, meio apaixonado. O rapaz não via algo tão verdadeiro como aquela dança há muito tempo, e percebeu que, fosse quem fosse que dançava ali, era alguém real, um ser humano não só de carne, osso e palavras, disso todos os outros eram feitos também, mas um ser humano de carne e osso e palavras e emoções. Sentiu-se tentado a conhecê-la, com o objetivo de conhecê-la, nada mais. A mais pura das relações. Por isso, se ofereceu a levá-la para casa quando a noite acabou. Os dois conversaram, dançaram e combinaram de se encontrar novamente outro dia, e outro dia, e outro dia...

11 de setembro de 2007

Orgia

We have to take our clothes off to have a good time! (So Sexy)
We have to party all night!

30 de agosto de 2007

Tempos Dourados

Quando se viram pela última vez, eram relevantemente mais jovens. Naquela época, ambos ainda tinham movimento no quadril e o exercitavam naquelas noite animadas de brisa friazinha, na qual os garotos emprestavam suas jaquetas de couro para as meninas que sorriam em agradecimento sempre cheias de esperança. Durante aquele período eles foram rebeldes com atitudes que hoje seriam consideradas castas e puritanas, e se surpreendem com o fato de que o comportamento rebelde dos adolescentes de hoje não seja considerado como tal, exceto quando ele extrapola os novos limites impostos, como gravidez, uso de drogas ou coisa que os valha.

Eles sorriram e se olharam como quem diz: "Te conheço de algum lugar, não conheço?". E sendo assim tentaram se lembrar. O senhor lembrava da época em que era um garanhão, chamando todas as meninas para dançar no salão e as embebedando de ponche. A senhora se recordava da sua época de mocinha, quando foi beijada pela primeira vez pelo homem da sua vida, que conheceu também num baile, porém até hoje ela não sabe que ele a embebedou para poder facilitar o processo do flerte que durou um tempo.

- Boa tarde. - Disse ele determinado.

- Boa tarde. - Ela respondeu sorrindo. Ele também se lembrava dela, talvez agora ela refrescasse a memória e descobrisse de onde o conhece.

- Não me leve a mal, mas estive ali te olhando e pensei... A conheço de algum lugar, não conheço?

- Oh, de maneira nenhuma. Para ser franca com o senhor...

- O senhor não, você. - Ela deu um sorrisinho bobo.

- Então, para ser franca com você, também me perguntava a mesma coisa.

- Pois é... Da onde será? - Ele pareceu buscar algo na memória ao mesmo tempo que ela fez o mesmo. - Bom, ajudaria se soubéssemos os nomes de cada um.

- Ah, pois não! Que indelicadeza a minha... Maria Ângela. E o do senhor?

- Carlos Eduardo. E senhor está no céu, por favor. Onde você estudava?

- Ah, me formei no Colégio João Baptista para Meninas.

- Então não foi de lá que nos conhecemos... Porém esse nome, Maria Ângela, me é familiar.

- Você não era amigo do Oswaldinho?

- Oswaldinho?

- É... Aquele, primo da Odeth, do João Baptista. Ele ia sempre lá nos portões da escola junto com alguns rapazes.

- Não, não... Não conheço nenhum Oswaldinho. Talvez seja o Osmar, lá da Rua das Laranjeiras.

- Você morava por lá?

- Morava, por quê?

- Ah! Mistério resolvido então! Eu morava logo atrás, na Rua Amélia! Sempre reuníamos o povo para ir até a Praça 15 de Novembro. Se lembra?

- Sim, nós jogávamos um futebol e vocês assistiam.

- Verdade.

- Nossa, que ótimo te rever, Maria Ângela.

- Realmente, Carlos Eduardo. Dá uma sentimento bom, um pouco saudoso.

-Pois é... - Ele olhou para o horizonte por um tempo e então retornou. - Tenho que ir agora, estou ocupado, comprando coisas pro meu neto que vai viajar.

-Bom, então se cuida! Nos vemos por aí, certo?

- Certo, até mais hein?! - E se despediram com um beijo no rosto.