Sabe, estava refletindo..
Um dos maiores problemas do ser humano é a altura. Sim, a altura. Nós somos muito altos e grande. Se nós medíssemos o mesmo que uma formiga, o mundo ficaria tão mais interessante. O jardim de uma casa seria uma aventura enorme. Claro, que daí as casa também seriam pequena, então não teria muito graça... Mas suponhamos que ainda tivessem tudo com o que estamos acostumados...
Se a gente acha seres pequenos, ignoramos ou matamos, formigas, caracóis, aranhazinhas... Só nos importamos com o que é grande. Descobertas de mamíferos são muito mais valorizadas do que as de insetos.. Mas se fôssemos pequenos, seria uma coisa muito mágica encontrar um caracol, uma lagarta... Seria tipo Alice no País das Maravilhas...
Mas como somos grandes, o mundo fica pequeno. =/ Droga.
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3 de agosto de 2008
11 de junho de 2008
AA: Ausentes Anônimos
Oi, meu nome é Rodrigo.
Ooooooi, Rodrigo!
Eu me ausentei do meu blog há um tempo. Mas eu tô tentando parar, juro. É difícil. Mas aos poucos eu vou voltar a ativa.
Fazem cara de compreensivos.
E... é só isso que eu queria dividir.
CLAPCLAPCLAP. Parabéns. Nós acreditamos em você. Próximo.
Oi, meu nome é Joaquim.
Ooooooooooi Joaquim!...
Ooooooi, Rodrigo!
Eu me ausentei do meu blog há um tempo. Mas eu tô tentando parar, juro. É difícil. Mas aos poucos eu vou voltar a ativa.
Fazem cara de compreensivos.
E... é só isso que eu queria dividir.
CLAPCLAPCLAP. Parabéns. Nós acreditamos em você. Próximo.
Oi, meu nome é Joaquim.
Ooooooooooi Joaquim!...
7 de maio de 2008
Post-Denúncia
Olha... Não sei se vocês se lembram da casa no fim da rua, que eu descrevi no meu segundo post...
Se não, cliqueaqui. =)
Novas informações sobre ela:
Antes de começar, tudo o que eu escrevo aqui é real, tá? Por mais bizarro que pareça.
Enfim, começarei descrevendo a casa, porque não o fiz corretamente no post anterior.
Ela, hoje, é colorida. Aparentemente, a dona (quem eu gentilmente chamarei também de bruxa) gosta de pintá-la. Ela tem dois andares. E é pintada nas cores, amarela, azul, verde, vinho, rosa, vermelho, branco e alguns toques de laranja. Pois é.. freak.
Como já disse, lá dentro existem as árvores mais velhas do mundo. Elas são enormes, grossas e algumas têm cipós. Outro fato interessante: A casa vai de uma esquina a outra. o.O Pois é, ela é enorme. E o mais bizarro, quase todo o espaço tem construção, nada de jardim. Parece ter um galpão enorme nos fundos.
O gnomo de jardim que eu disse existir, não existe... É, na verdade, em uma casa mais adiante. Quem sabe um dia eu mapeie minha rua e descreva as casas e pontos? Enfim...
Descobri recentemente, no feriado do Dia do Trabalho, que a minha tia também tinha medo dessa casa quando ela era criança. Que a mulher que mora lá já era velha na época dela e que continua assim (Ela é realmente velha, mas fui informado de que ela aparenta a mesma idade de 20 anos atrás)... Ela nunca fica fora por muito tempo, não que eu tenha reparado. Sei que na frente da casa dela têm duas árvores que tem essas flores que até que não são feias, mas são chatas porque ficam caindo na sua cabeça.
Lá trabalha uma mulher não muito nova, mas também não de meia idade. Eu a vi duas vezes. Em uma, ela varria a rua, em outra ela lavava o chão do jardinzinho de entrada da casa. Ela parece normal.
Agora, a coisa que eu acho mais freak sobre a casa: os animais.
Ela tem um pastor alemão. Ok, nada demais. Não o vejo muito, imagino que ele fique preso nos fundos da casa. Ela tem um cágado. Sim, um cágado, daqueles grandes. Eu acho até que isso é ilegal. o.O Só o vi uma vez. Eu sempre escuto barulho de galo cantando vindo da casa dela, e outras pessoas também. Pela freqüência da cantoria, ela deve ter, no mínimo, uns dois. Outro bicho que eu já ouvi foi uma coruja. O que eu também acho que é ilegal...
Pois é... Ela parece ter o perfil de uma criminosa, né? Toda misteriosa, traficando drogas e animais silvestres. =)
Se não, cliqueaqui. =)
Novas informações sobre ela:
Antes de começar, tudo o que eu escrevo aqui é real, tá? Por mais bizarro que pareça.
Enfim, começarei descrevendo a casa, porque não o fiz corretamente no post anterior.
Ela, hoje, é colorida. Aparentemente, a dona (quem eu gentilmente chamarei também de bruxa) gosta de pintá-la. Ela tem dois andares. E é pintada nas cores, amarela, azul, verde, vinho, rosa, vermelho, branco e alguns toques de laranja. Pois é.. freak.
Como já disse, lá dentro existem as árvores mais velhas do mundo. Elas são enormes, grossas e algumas têm cipós. Outro fato interessante: A casa vai de uma esquina a outra. o.O Pois é, ela é enorme. E o mais bizarro, quase todo o espaço tem construção, nada de jardim. Parece ter um galpão enorme nos fundos.
O gnomo de jardim que eu disse existir, não existe... É, na verdade, em uma casa mais adiante. Quem sabe um dia eu mapeie minha rua e descreva as casas e pontos? Enfim...
Descobri recentemente, no feriado do Dia do Trabalho, que a minha tia também tinha medo dessa casa quando ela era criança. Que a mulher que mora lá já era velha na época dela e que continua assim (Ela é realmente velha, mas fui informado de que ela aparenta a mesma idade de 20 anos atrás)... Ela nunca fica fora por muito tempo, não que eu tenha reparado. Sei que na frente da casa dela têm duas árvores que tem essas flores que até que não são feias, mas são chatas porque ficam caindo na sua cabeça.
Lá trabalha uma mulher não muito nova, mas também não de meia idade. Eu a vi duas vezes. Em uma, ela varria a rua, em outra ela lavava o chão do jardinzinho de entrada da casa. Ela parece normal.
Agora, a coisa que eu acho mais freak sobre a casa: os animais.
Ela tem um pastor alemão. Ok, nada demais. Não o vejo muito, imagino que ele fique preso nos fundos da casa. Ela tem um cágado. Sim, um cágado, daqueles grandes. Eu acho até que isso é ilegal. o.O Só o vi uma vez. Eu sempre escuto barulho de galo cantando vindo da casa dela, e outras pessoas também. Pela freqüência da cantoria, ela deve ter, no mínimo, uns dois. Outro bicho que eu já ouvi foi uma coruja. O que eu também acho que é ilegal...
Pois é... Ela parece ter o perfil de uma criminosa, né? Toda misteriosa, traficando drogas e animais silvestres. =)
20 de março de 2008
Aprendiz de Feiticeiro
"Aprendi que tudo passa
Tomando chá ou cachaça,
Tomando champanhe ou não."
Foi até a cozinha e abriu o freezer com descaso. De lá, retirou um pote de 1 litro de um sorvete que tinha pego na sorveteria da esquina há uns três dias, quando ainda estava quente. Deixou-o em cima do balcão e fechou a porta do freezer, se dirigindo em direção a gaveta e apanhando uma colher.
Deixou a tampa do sorvete de cookies dentro da pia e foi até a sala. Sentou-se no sofá, se cobriu com seu edredom de bolas coloridas e ligou a TV. Mudou de canal até achar um filme dramático que aparentemente estivesse no começo. Apanhou o sorvete e começou a comer, escutando o som da chuva.
Aproveitou aquele momento Bridget Jones enquanto pôde, pois sabia que no dia seguinte ou no outro, acordaria bem pela manhã.
Tomando chá ou cachaça,
Tomando champanhe ou não."
Foi até a cozinha e abriu o freezer com descaso. De lá, retirou um pote de 1 litro de um sorvete que tinha pego na sorveteria da esquina há uns três dias, quando ainda estava quente. Deixou-o em cima do balcão e fechou a porta do freezer, se dirigindo em direção a gaveta e apanhando uma colher.
Deixou a tampa do sorvete de cookies dentro da pia e foi até a sala. Sentou-se no sofá, se cobriu com seu edredom de bolas coloridas e ligou a TV. Mudou de canal até achar um filme dramático que aparentemente estivesse no começo. Apanhou o sorvete e começou a comer, escutando o som da chuva.
Aproveitou aquele momento Bridget Jones enquanto pôde, pois sabia que no dia seguinte ou no outro, acordaria bem pela manhã.
1 de março de 2008
Recomeços
O luar entrava fraco pela janela translucida do apartamento. Ele se encontrava sentado à escrivaninha, escutando um velho disc-man e rascunhando alguma coisa em um bloco de folhas amareladas.
Parou por um instante, descansando o lápis sobre a madeira escura. Ergueu o bloco e leu o que havia escrito até então. Fez cara de desgosto, destacou aquela folha das outras, a amassou e arremessou na lata de lixo.
E então recomeçou. "Era uma vez..."
Parou por um instante, descansando o lápis sobre a madeira escura. Ergueu o bloco e leu o que havia escrito até então. Fez cara de desgosto, destacou aquela folha das outras, a amassou e arremessou na lata de lixo.
E então recomeçou. "Era uma vez..."
17 de fevereiro de 2008
Periquito
Ok, eu já comecei esse maldito post 3 vezes, sem sucesso, com vários assuntos diferentes. Mas enfim...
Decidi por contar um causo que me aconteceu fazem alguns meses. (Percebam minha memória infeliz que preferiu guardar isso ao invés da matéria de física.)
Lá para Setembro ou Outubro, eu estava indo para o ponto de ônibus, e vi um cara virando a rua. Ok, nada de anormal sobre isso. Mas, ele tinha um periquito no ombro.
E o bichinho tava livre. Não reparei se as asas dele estavam cortadas, mas acho que não. Se não estivessem mesmo aquilo é o cúmulo ou do carinho que ele tem pelo dono, ou da comodidade que ele tem vivendo com o dono ou do treinamento que o dono deu para ele.
Não sei qual resposta é a mais lógica, mas a minha mente romântica e ingênua (só quando quer também, né?) prefere pensar que é a primeira opção. A devoção do periquito para com seu dono.
Enfim, fico por aqui, porque tenho preguiça de digitar, está muito calor, e não sei como avançar nesse assunto.
Até a próxima postagem. =D
Decidi por contar um causo que me aconteceu fazem alguns meses. (Percebam minha memória infeliz que preferiu guardar isso ao invés da matéria de física.)
Lá para Setembro ou Outubro, eu estava indo para o ponto de ônibus, e vi um cara virando a rua. Ok, nada de anormal sobre isso. Mas, ele tinha um periquito no ombro.
E o bichinho tava livre. Não reparei se as asas dele estavam cortadas, mas acho que não. Se não estivessem mesmo aquilo é o cúmulo ou do carinho que ele tem pelo dono, ou da comodidade que ele tem vivendo com o dono ou do treinamento que o dono deu para ele.
Não sei qual resposta é a mais lógica, mas a minha mente romântica e ingênua (só quando quer também, né?) prefere pensar que é a primeira opção. A devoção do periquito para com seu dono.
Enfim, fico por aqui, porque tenho preguiça de digitar, está muito calor, e não sei como avançar nesse assunto.
Até a próxima postagem. =D
2 de fevereiro de 2008
Reforma
Após um período de não muita freqüência bloguística, o Larapius vai entrar em reforma. Deixarei ele mais jeitosinho. =D
Postarei com mais vezes. Sinto falta.
----------------------------------------
Ele entrou na chocolateria nova da cidade. Estava aberta há menos de uma semana, mas pelas janelas parecia diferente, atraente até, com seus motivos indígenas, tribais. Assim que abriu a porta, ouviu o sininho característico soar.
- Pois não? - Uma mulher bonita vestindo um avental perguntou saindo da cozinha.
- Estou em dúvida. - Ele disse, analisando os chocolates expostos nas diversas vitrines, potes e estantes.
- Por que não gira isso? - A moça sugeriu sorrindo, apontando para uma roda de madeira entalhada com enfeites com o mesmo tema da loja.
Ele pareceu surpreso, mas o fez. Observou parado as diversas cores se misturando conforme a roda girava.
- E então, o que vê? - Quis saber uma menina estranha para os olhos do cliente, mas muito semelhante à dona da loja.
- Hm... Eu vejo, vejo... Ah, é tolice.
- Não, diga.
- Eu vejo uma gaivota carregando um peixe no bico, fugindo das outras.
A dona da chocolateria murmurou um "uhum" e de pronto pegou um dos chocolates de dentro da vitrine. Ele era marrom claro e triangular.
- Aqui. Experimente. Esse é o seu favorito.
E então ele mordeu o chocolate, e se sentiu mais livre do que nunca.
Um beijo para quem adivinhar o filme. =P
Postarei com mais vezes. Sinto falta.
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Ele entrou na chocolateria nova da cidade. Estava aberta há menos de uma semana, mas pelas janelas parecia diferente, atraente até, com seus motivos indígenas, tribais. Assim que abriu a porta, ouviu o sininho característico soar.
- Pois não? - Uma mulher bonita vestindo um avental perguntou saindo da cozinha.
- Estou em dúvida. - Ele disse, analisando os chocolates expostos nas diversas vitrines, potes e estantes.
- Por que não gira isso? - A moça sugeriu sorrindo, apontando para uma roda de madeira entalhada com enfeites com o mesmo tema da loja.
Ele pareceu surpreso, mas o fez. Observou parado as diversas cores se misturando conforme a roda girava.
- E então, o que vê? - Quis saber uma menina estranha para os olhos do cliente, mas muito semelhante à dona da loja.
- Hm... Eu vejo, vejo... Ah, é tolice.
- Não, diga.
- Eu vejo uma gaivota carregando um peixe no bico, fugindo das outras.
A dona da chocolateria murmurou um "uhum" e de pronto pegou um dos chocolates de dentro da vitrine. Ele era marrom claro e triangular.
- Aqui. Experimente. Esse é o seu favorito.
E então ele mordeu o chocolate, e se sentiu mais livre do que nunca.
Um beijo para quem adivinhar o filme. =P
26 de outubro de 2007
Owned
Hoje eu posso dizer que tive um dia ownado. Prestem atenção na "situation" do rapaz aqui:
Botei aparelho ontem, certo? Acontece que a dentista que fez o trabalho, não soube fazê-lo direito, e deixou para fora um pedaço do fio metálico que agora circundeia a minha arcada dentária.
Esse fio, porém, começou a me incomodar hoje de manhã, e tive que lidar com ele o dia inteiro. Sabe quais são os resultados? Muita dor de cabeça, e um lado interno da bochecha cheio de feridas e sangue. Agora tenho um algodão lá para separá-los.
Bem, além do fio solto, também tenho um problema sério na coluna, que pegou forte hoje. Ó dia
Enfim, não é sobre isso que quero falar neste post. Quero fazer uma proposta, a qual será comentada lá para o fim. Antes, teremos a outra parte da minha história owned.
Fui à praia. Eu e mais um grupo de amigos fomos tocar violão. Não, eu não toco. Não tenho capacidade, mas fui prestigiar e cantar (mal). Antes de ir para o ponto de encontro, passaria na casa de uma amiga para ir com ela e com outra amiga que também estava lá. No momento de me trocar, pensei logo numa bermuda e numa camiseta clara e folgada. Porém fiquei meio indecido quanto ao que calçar. Obviamente, chinelos seria a opção mais conveniente, todavia meus pés não toleram chinelos, ficando todos massacrados depois de usá-los.
No fim das contas prefiri o chinelo ao tênis, não sei o porquê. Dois minutos de caminhada e meus pés já doíam. "Pronto, já era." pensei. Mas como estava atrasado, ignorei e segui reto teimosamente. Só piorei a situação. Ao chegar na casa da minha amiga, parte do meu pé direito estava em carne viva. Fui o resto do caminho descalço para não piorar.
Ok, curtimos a praia, eu em parte, por culpa do aparelho deifeituoso. Suei, e juntei o suor à sujeira da rua (eu havia ido descalço) e à tudo que a praia tráz. Estava imundo, impuro.
Ficamos um tempo na casa de uma outra amiga, onde eu me frustrei pois o ferrinho entrou na minha carne e fez altos caminhos lá dentro, os quais eu tive que me desdobrar para desfazer, e fomos. Peguei carona até a casa dessa amiga que eu tinha ido pegar mais cedo, e de lá vim a pé. Tentei vir de chinelo primeiro, pois já era mais ou menos tarde e tudo o mais... Mas só fiz piorar, o pé esquero agora tbm estava em carne viva. Mais uma vez vim descalço. Descalço, mancando, sujo, com uma bolota de algodão dentro da boca, coisa que as pessoas provavelmente pensavam que era caxumba, e tentando estalar os ombros de 15 em 15 segundos... Estava gatinho.
Porém, o que me levou à criação dessa campanha foi ver pendurado em cabos elétricos um par de tênis Nike ou Adidas, não me lembro, quase do meu tamanho. Naquela altura do campeonato eu já não me importava mais se um tênis fosse 32 (calço 43), eu punha no pé, nem que tivesse que usar como salto alto. Enfiar meu pé, pelo menos a parte fronterior, dentro de um tênis e não ter que andar descalço era tudo o que eu queria... Mas não! o desgraçado tinha que ter dados um nó nos cadarços e jogado no poste. Idiota.
Por isso que elaborei uma proposta: Próxima vez que for fazer algo estúpido como jogar um par de tênis no fio elétrico, não faça. Deposite os calçados numa caixa. Alguém pode precisar deles.
P.S.: Ah, para quem não sabe, owned = se ferrou ou ferrado e ownado = ferrado.
Botei aparelho ontem, certo? Acontece que a dentista que fez o trabalho, não soube fazê-lo direito, e deixou para fora um pedaço do fio metálico que agora circundeia a minha arcada dentária.
Esse fio, porém, começou a me incomodar hoje de manhã, e tive que lidar com ele o dia inteiro. Sabe quais são os resultados? Muita dor de cabeça, e um lado interno da bochecha cheio de feridas e sangue. Agora tenho um algodão lá para separá-los.
Bem, além do fio solto, também tenho um problema sério na coluna, que pegou forte hoje. Ó dia
Enfim, não é sobre isso que quero falar neste post. Quero fazer uma proposta, a qual será comentada lá para o fim. Antes, teremos a outra parte da minha história owned.
Fui à praia. Eu e mais um grupo de amigos fomos tocar violão. Não, eu não toco. Não tenho capacidade, mas fui prestigiar e cantar (mal). Antes de ir para o ponto de encontro, passaria na casa de uma amiga para ir com ela e com outra amiga que também estava lá. No momento de me trocar, pensei logo numa bermuda e numa camiseta clara e folgada. Porém fiquei meio indecido quanto ao que calçar. Obviamente, chinelos seria a opção mais conveniente, todavia meus pés não toleram chinelos, ficando todos massacrados depois de usá-los.
No fim das contas prefiri o chinelo ao tênis, não sei o porquê. Dois minutos de caminhada e meus pés já doíam. "Pronto, já era." pensei. Mas como estava atrasado, ignorei e segui reto teimosamente. Só piorei a situação. Ao chegar na casa da minha amiga, parte do meu pé direito estava em carne viva. Fui o resto do caminho descalço para não piorar.
Ok, curtimos a praia, eu em parte, por culpa do aparelho deifeituoso. Suei, e juntei o suor à sujeira da rua (eu havia ido descalço) e à tudo que a praia tráz. Estava imundo, impuro.
Ficamos um tempo na casa de uma outra amiga, onde eu me frustrei pois o ferrinho entrou na minha carne e fez altos caminhos lá dentro, os quais eu tive que me desdobrar para desfazer, e fomos. Peguei carona até a casa dessa amiga que eu tinha ido pegar mais cedo, e de lá vim a pé. Tentei vir de chinelo primeiro, pois já era mais ou menos tarde e tudo o mais... Mas só fiz piorar, o pé esquero agora tbm estava em carne viva. Mais uma vez vim descalço. Descalço, mancando, sujo, com uma bolota de algodão dentro da boca, coisa que as pessoas provavelmente pensavam que era caxumba, e tentando estalar os ombros de 15 em 15 segundos... Estava gatinho.
Porém, o que me levou à criação dessa campanha foi ver pendurado em cabos elétricos um par de tênis Nike ou Adidas, não me lembro, quase do meu tamanho. Naquela altura do campeonato eu já não me importava mais se um tênis fosse 32 (calço 43), eu punha no pé, nem que tivesse que usar como salto alto. Enfiar meu pé, pelo menos a parte fronterior, dentro de um tênis e não ter que andar descalço era tudo o que eu queria... Mas não! o desgraçado tinha que ter dados um nó nos cadarços e jogado no poste. Idiota.
Por isso que elaborei uma proposta: Próxima vez que for fazer algo estúpido como jogar um par de tênis no fio elétrico, não faça. Deposite os calçados numa caixa. Alguém pode precisar deles.
P.S.: Ah, para quem não sabe, owned = se ferrou ou ferrado e ownado = ferrado.
9 de outubro de 2007
Tinha sua mochila nas costas, e escutava música enquanto andava pelas praças da cidade, um dos fones de ouvido caído sobre seus ombros. Ele parou sua caminhada, olhou em volta, respirou fundo para sentir os ares da cidade entrarem frios pelo pulmão e olhou em volta novamente. Sensação de liberdade.
Estava mais velho agora, e como velho, me refiro a maturidade, e não apenas números sem sentido. Não se fica mais velho somente por apagar um bando de velas em cima de um bolo. Se fica mais velho com independência, auto-sustentabilidade, com asas, antes mantidas escondidas, e agora prontas para voar o mais alto e longe possível.
Junto com ele estavam alguns poucos amigos, amigos de verdade, não aquelas pessoas que se atura para ser sociável. Quando consideraram que haviam explorado Paris o suficiente para um primeiro contato, eles se dirigiram a uma hospederia que parecia barata. Como era o único ali que falava um pouco de francês, ele se aventurou e pôs em prática seu ano e meio de curso. Pediu por um quarto, o mais em conta que tivesse, e tentou organizar um meio para que todos os mochileiros pudessem dividi-lo, para poupar despesas. Com tudo organizado, pagaram com o dinheiro que haviam conseguido em Madrid e sairam pela cidade. Agora já tinham aonde voltar a noite.
Andaram um pouco mais, para conhecer melhor a cidade-luz e partiram em busca de um bico que os ajudasse a seguir o caminho pela Europa. Santo Euro! Pelo resto da semana, e talvez um pouco mais, teriam tempo o suficiente para se acostumar e se afeiçoar por Paris... Ah! Liberdade.
Estava mais velho agora, e como velho, me refiro a maturidade, e não apenas números sem sentido. Não se fica mais velho somente por apagar um bando de velas em cima de um bolo. Se fica mais velho com independência, auto-sustentabilidade, com asas, antes mantidas escondidas, e agora prontas para voar o mais alto e longe possível.
Junto com ele estavam alguns poucos amigos, amigos de verdade, não aquelas pessoas que se atura para ser sociável. Quando consideraram que haviam explorado Paris o suficiente para um primeiro contato, eles se dirigiram a uma hospederia que parecia barata. Como era o único ali que falava um pouco de francês, ele se aventurou e pôs em prática seu ano e meio de curso. Pediu por um quarto, o mais em conta que tivesse, e tentou organizar um meio para que todos os mochileiros pudessem dividi-lo, para poupar despesas. Com tudo organizado, pagaram com o dinheiro que haviam conseguido em Madrid e sairam pela cidade. Agora já tinham aonde voltar a noite.
Andaram um pouco mais, para conhecer melhor a cidade-luz e partiram em busca de um bico que os ajudasse a seguir o caminho pela Europa. Santo Euro! Pelo resto da semana, e talvez um pouco mais, teriam tempo o suficiente para se acostumar e se afeiçoar por Paris... Ah! Liberdade.
18 de setembro de 2007
Azul X Verde
Ele cresceu com o azul. Era um menino e, portanto, quando nasceu teve o quarto pintado de azul, assim como seu berço, suas roupas de bebê,e todo o restante de seu enxoval. Desde os primeiros meses de sua vida, o garoto aprendeu a conviver com o azul e todas suas tonalidades.
Quando ele se fazia mais chocante e repressor, o menino se sentia assustado, receoso, ou pelo menos se sentia no começo, até o momento que, quando mais velho, apenas se sentia chateado, magoado. Porém, quando o azul era suave, tranqüilizante e acalmante, ele se sentia satisfeito consigo mesmo e em paz.
Todavia, tais extremos não puderam evitar que o menino conhecesse outras cores assim que saísse do quarto. Mas mesmo com as novas experiências ele não pôde fugir da influência do azul. Foi quando conheceu o verde, e por ele se apaixonou. Era a cor dos seus sonhos. Era bonita, fria porém com uma simpatia característica, coisa fora dos limites do azul que teve em todo seu crescimento.
O azul não gostou desta mudança cromática, é claro, porém nada pôde fazer para evitar que o menino amadurecesse e começasse a viver em um quarto verde, visitando seu velho berçario azul raramente. Porém, o que mais chateava o garoto quando ele retornava ao antigo quarto, eram as paredes e mobílias que clamavam pela sua volta. Elas usavam uma voz tão carinhosa, e ao mesmo tempo pertubadora que o faziam se sentir culpado. Culpado de ser mais feliz do que antes.
Quando ele se fazia mais chocante e repressor, o menino se sentia assustado, receoso, ou pelo menos se sentia no começo, até o momento que, quando mais velho, apenas se sentia chateado, magoado. Porém, quando o azul era suave, tranqüilizante e acalmante, ele se sentia satisfeito consigo mesmo e em paz.
Todavia, tais extremos não puderam evitar que o menino conhecesse outras cores assim que saísse do quarto. Mas mesmo com as novas experiências ele não pôde fugir da influência do azul. Foi quando conheceu o verde, e por ele se apaixonou. Era a cor dos seus sonhos. Era bonita, fria porém com uma simpatia característica, coisa fora dos limites do azul que teve em todo seu crescimento.
O azul não gostou desta mudança cromática, é claro, porém nada pôde fazer para evitar que o menino amadurecesse e começasse a viver em um quarto verde, visitando seu velho berçario azul raramente. Porém, o que mais chateava o garoto quando ele retornava ao antigo quarto, eram as paredes e mobílias que clamavam pela sua volta. Elas usavam uma voz tão carinhosa, e ao mesmo tempo pertubadora que o faziam se sentir culpado. Culpado de ser mais feliz do que antes.
23 de agosto de 2007
Medos de Criança
Sabe que eu estava lembrando daquele livro/filme (Sou pseudo-intelectual, então só vi o filme) "To Kill a Mockingbird", ou em português, uma tradução tosca que descobri agora chamada "O Sol é para Todos"... Enfim, o que importa é... No filme, existe um bando de crianças pentelhas que têm medo de um cara que mora no fim da rua e sofre de uma doença mental. O filme não é basicamente sobre isso, mas o que interessa é que eles se aventuram em uma jornada "mucho loca" até a casa desse cara no escuro e tudo o mais...
Isso me fez lembrar dos meus medos de criança. Não que eu tivesse muitos amigos no bairro (Ahn... Sem explicações por aqui), mas eu tinha o grande Matheus/Theta, hoje mais conhecido como "Laderão", e enfim, eu lembro que a gente morava na mesma quadra, mas em ruas diferentes, e bem na nossa esquina tinha um consultório/escritório e que de noite ficava sinistro. A gente se aventurava só de ficar na porta se achando o máximo perto com os garotos mais velhos ("mais velhos" naquela época significava ter 13 anos). Pois é.... Coisas que crianças babacas não fazem, não é mesmo? Aliás, tirem o "babacas", pois é redundância.
Porém o consultório/escritório era fichinha se comparado com a casa no fim da rua da minha vó.
É o seguinte, meu avô e a minha avó moram numa rua pequena, com 4 prédios concentrado em um lado e em um canto da rua, e o resto é tudo casa... Tem, uma, bem na esquina oposta a qual meus avós moram que eu morria de medo. Mas esse era um medo pessoal, que eu não compartilhava com ninguém, até porque não tinha com quem compartilhar. Só o que eu sabia era que aquela casa vermelha tinha um muro grande na frente, e era cheia de árvores dentro, as árvores que pareciam as mais velhas do mundo, e que tinha um anão de jardim em cima do muro ou em algum lugar visível (ou eu inventei, tentando relembrar), e que nunca se foi vista a pessoa que morava lá (não por mim), mas que as luzes sempre estavam acesas, estavam.
Hoje em dia, não tenho mais medo da tal casa, ela ainda existe e eu passo por ela todo dia na volta da escola, mas não tenho mais medo... Hoje as pessoas têm medo de coisas bem mais bobas e sem graças como assaltos, seqüestros e acidentes aéreos...
Blá.
Isso me fez lembrar dos meus medos de criança. Não que eu tivesse muitos amigos no bairro (Ahn... Sem explicações por aqui), mas eu tinha o grande Matheus/Theta, hoje mais conhecido como "Laderão", e enfim, eu lembro que a gente morava na mesma quadra, mas em ruas diferentes, e bem na nossa esquina tinha um consultório/escritório e que de noite ficava sinistro. A gente se aventurava só de ficar na porta se achando o máximo perto com os garotos mais velhos ("mais velhos" naquela época significava ter 13 anos). Pois é.... Coisas que crianças babacas não fazem, não é mesmo? Aliás, tirem o "babacas", pois é redundância.
Porém o consultório/escritório era fichinha se comparado com a casa no fim da rua da minha vó.
É o seguinte, meu avô e a minha avó moram numa rua pequena, com 4 prédios concentrado em um lado e em um canto da rua, e o resto é tudo casa... Tem, uma, bem na esquina oposta a qual meus avós moram que eu morria de medo. Mas esse era um medo pessoal, que eu não compartilhava com ninguém, até porque não tinha com quem compartilhar. Só o que eu sabia era que aquela casa vermelha tinha um muro grande na frente, e era cheia de árvores dentro, as árvores que pareciam as mais velhas do mundo, e que tinha um anão de jardim em cima do muro ou em algum lugar visível (ou eu inventei, tentando relembrar), e que nunca se foi vista a pessoa que morava lá (não por mim), mas que as luzes sempre estavam acesas, estavam.
Hoje em dia, não tenho mais medo da tal casa, ela ainda existe e eu passo por ela todo dia na volta da escola, mas não tenho mais medo... Hoje as pessoas têm medo de coisas bem mais bobas e sem graças como assaltos, seqüestros e acidentes aéreos...
Blá.
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