Mostrando postagens com marcador anos dourados. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anos dourados. Mostrar todas as postagens

12 de junho de 2008

Hugues de Lionne

Olá pessoas! Já ouviram falar da novíssima banda, Hugues de Lionne?

Pois é, eu sou um integrante e queria que vocês comprassem nosso primeiro CD:

'Mansion Built Upon Sand'

Aqui está a capa, para aqueles que gostam de um CD com capa bonita:



Vão no camelô mais próximo e arranjem o seu!

--------------------------------------------------------------------------------

Ok, aqui tá o negócio. É uma nova brincadeira muito iradinha que eu peguei da Arlequina.

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

;)

7 de maio de 2008

Post-Denúncia

Olha... Não sei se vocês se lembram da casa no fim da rua, que eu descrevi no meu segundo post...

Se não, cliqueaqui. =)

Novas informações sobre ela:

Antes de começar, tudo o que eu escrevo aqui é real, tá? Por mais bizarro que pareça.

Enfim, começarei descrevendo a casa, porque não o fiz corretamente no post anterior.

Ela, hoje, é colorida. Aparentemente, a dona (quem eu gentilmente chamarei também de bruxa) gosta de pintá-la. Ela tem dois andares. E é pintada nas cores, amarela, azul, verde, vinho, rosa, vermelho, branco e alguns toques de laranja. Pois é.. freak.

Como já disse, lá dentro existem as árvores mais velhas do mundo. Elas são enormes, grossas e algumas têm cipós. Outro fato interessante: A casa vai de uma esquina a outra. o.O Pois é, ela é enorme. E o mais bizarro, quase todo o espaço tem construção, nada de jardim. Parece ter um galpão enorme nos fundos.

O gnomo de jardim que eu disse existir, não existe... É, na verdade, em uma casa mais adiante. Quem sabe um dia eu mapeie minha rua e descreva as casas e pontos? Enfim...

Descobri recentemente, no feriado do Dia do Trabalho, que a minha tia também tinha medo dessa casa quando ela era criança. Que a mulher que mora lá já era velha na época dela e que continua assim (Ela é realmente velha, mas fui informado de que ela aparenta a mesma idade de 20 anos atrás)... Ela nunca fica fora por muito tempo, não que eu tenha reparado. Sei que na frente da casa dela têm duas árvores que tem essas flores que até que não são feias, mas são chatas porque ficam caindo na sua cabeça.

Lá trabalha uma mulher não muito nova, mas também não de meia idade. Eu a vi duas vezes. Em uma, ela varria a rua, em outra ela lavava o chão do jardinzinho de entrada da casa. Ela parece normal.

Agora, a coisa que eu acho mais freak sobre a casa: os animais.

Ela tem um pastor alemão. Ok, nada demais. Não o vejo muito, imagino que ele fique preso nos fundos da casa. Ela tem um cágado. Sim, um cágado, daqueles grandes. Eu acho até que isso é ilegal. o.O Só o vi uma vez. Eu sempre escuto barulho de galo cantando vindo da casa dela, e outras pessoas também. Pela freqüência da cantoria, ela deve ter, no mínimo, uns dois. Outro bicho que eu já ouvi foi uma coruja. O que eu também acho que é ilegal...

Pois é... Ela parece ter o perfil de uma criminosa, né? Toda misteriosa, traficando drogas e animais silvestres. =)

22 de abril de 2008

Alegria!

Ok, eu sei que não posto há um tempo, mas era pura preguiça! o/

Permitam-me contar uma história feliz...

Era uma vez um garoto que morava com os avós por tempo indeterminado. Certo dia, sua avó foi para São Paulo com seu tio que morava nos Estados Unidos. Eles foram ao Shopping Morumbi, passar um dia agradável. Lá seu tio comprou muitas roupas, pois elas estavam mais baratas que no país onde ele residia. Como comprou várias roupas, gastou bastante dinheiro. Acontece que no shopping Morumbi, nesse dia, estava havendo uma promoção. Se alguém gastasse um valor X de reais, levava um ingresso para o Cirque du Soleil. Meu tio gastou 2X. Logo, ele ganhou dois ingressos. =)

Ele não poderia ir, pois estaria lá na América do Norte, portanto deu os ingressos para a mãe. Ela, a vó do menino, resolveu que ia com seu marido, o avô do garoto. Mas o avô não quis ir, e então a vó propôs para a sua filha mais nova, a tia do garoto (a mãe era a filha do meio), ir com ela. A tia aceitou na hora! Porém, ela não sabia dirigir, e avó, mesmo sabendo, não dirigia em estradas pois tinha medo. Ficou decidido que o marido dessa tia as levaria e buscaria.

Porém, esse marido, tio e genro teve que viajar para a Bahia, a negócios, e não pôde estar presente para ir. A vó, então, chamou o neto, que já havia se manifestado com o desejo de assistir ao espetáculo. Eles decidiram, após certo desentendimento, que iriam com um motorista, que os esperaria em São Paulo.

Os dois partiram e chegaram ao Parque Villa-Lobos. Se sentaram nos seus lugares com pipoca e refrigerante e esperaram o show começar.

E então, foi tudo perfeito. Os mestres-de-cerimônia, a cantora, a banda, os contra-regras, os trapezistas, a malabarista, as contorcionistas, os palhaços, o equilibrista, os acrobatas, as dançarinas, o trabalho de artes plásticas, de iluminação e de sonoplastia. Todos funcionando como personagens. Não eram só acrobatas, malabaristas ou contorcionistas, eram dançarinos e atores também. Parte de uma trama maior: A Alegria!

Enquanto se apresentavam, mil histórias surgiam na mente do rapaz. O equilibrista que aprendera a saltar e se equilibrar para não cair nas ruas perigosas de onde cresceu, o palhaço triste que arranjou na risada um refúgio. A cantora que observava tudo isso com pena e impotência. Falando assim, parece que ele só absorveu coisas tristes de Alegria. Mas toda história, para ser alegre, tem que ter tido um momento ruim antes. Se ela fosse alegre por toda sua existência, seria sem sentido. Pois não haveria a consciência do que é alegre sem a presença do triste. E a parte alegre de todas as histórias melancólicas que surgiam na mente do rapaz, era o próprio espetáculo, a Alegria em si.

O êxtase era tanto, que no intervalo do espetáculo e depois, todo o mundo parecia diferente. As peças a venda colaboravam para isso. Máscaras, chapéus, camisetas bem bonitas, bolas de cristal, mas era tudo muito caro, infelizmente. Então ele se arranjou com uma caneca maravilhosa, mas que era de outro espetáculo, o Saltimbanco, e arranjou para a amiga Arlequina um broche da personagem da cantora, que se assemelhava muito à imagem da Colombina.

Voltou para casa feliz, e sonhou com as luzes, cores e sons de um grande espetáculo e marco da sua vida! =D

--------------------------------

Ai, mania essa de falar em terceira pessoa. =D

9 de março de 2008

YEY!

J'ai compris beaucoup de chose que les journalistes a dit aujourd'hui dans TV5 Monde.

YEY! Je pense que j'apprendrai français encore. =)

--------------------------------------------------------

Ok, relevem isso acima.

Sem muita inspiração. Só para não deixar aquele post ali reinar sobre os outros. =P

Sinto saudades de algumas coisas. Não só de coisas materiais, ou pessoas, ou até coisas que vivi. Mas também de coisas que não vivi, pessoas que não conheci... E principalmente, sinto saudades de quem eu costumava ser. Do que costumava fazer e como costumava agir. Aiai, com o decorrer da vida a gente não percebe como muda. Só quando olha pra trás.

Por um lado: =)

Por outro: =(

Acho que é isso que caracteriza saudades. Lembrar com tristeza e com felicidade.

1 de março de 2008

Recomeços

O luar entrava fraco pela janela translucida do apartamento. Ele se encontrava sentado à escrivaninha, escutando um velho disc-man e rascunhando alguma coisa em um bloco de folhas amareladas.

Parou por um instante, descansando o lápis sobre a madeira escura. Ergueu o bloco e leu o que havia escrito até então. Fez cara de desgosto, destacou aquela folha das outras, a amassou e arremessou na lata de lixo.

E então recomeçou. "Era uma vez..."

2 de fevereiro de 2008

Reforma

Após um período de não muita freqüência bloguística, o Larapius vai entrar em reforma. Deixarei ele mais jeitosinho. =D

Postarei com mais vezes. Sinto falta.

----------------------------------------

Ele entrou na chocolateria nova da cidade. Estava aberta há menos de uma semana, mas pelas janelas parecia diferente, atraente até, com seus motivos indígenas, tribais. Assim que abriu a porta, ouviu o sininho característico soar.

- Pois não? - Uma mulher bonita vestindo um avental perguntou saindo da cozinha.

- Estou em dúvida. - Ele disse, analisando os chocolates expostos nas diversas vitrines, potes e estantes.

- Por que não gira isso? - A moça sugeriu sorrindo, apontando para uma roda de madeira entalhada com enfeites com o mesmo tema da loja.

Ele pareceu surpreso, mas o fez. Observou parado as diversas cores se misturando conforme a roda girava.

- E então, o que vê? - Quis saber uma menina estranha para os olhos do cliente, mas muito semelhante à dona da loja.

- Hm... Eu vejo, vejo... Ah, é tolice.

- Não, diga.

- Eu vejo uma gaivota carregando um peixe no bico, fugindo das outras.

A dona da chocolateria murmurou um "uhum" e de pronto pegou um dos chocolates de dentro da vitrine. Ele era marrom claro e triangular.

- Aqui. Experimente. Esse é o seu favorito.

E então ele mordeu o chocolate, e se sentiu mais livre do que nunca.

Um beijo para quem adivinhar o filme. =P

10 de outubro de 2007

Amor

Estavam juntos há muito tempo. Décadas e décadas de amor, paixão, brigas, filhos, netos, consideração, respeito, carinho, compreensão. Já tinham vivido por volta de 65 anos, o mesmo valor da soma das idades de seus dois filhos. Conheciam a vida e suas reviravoltas, sua ironia, o que a movia.

Tendo tal conhecimento eles caminhavam pela rua, voltando pra casa após andar quatro quarteirões, como a médica havia recomendado para iniciar o tratamento. Eles até conseguiriam aguentar mais, mas para quê? Afinal o jornal e a novela já estavam começando.

Eram sagazes, porém não mais tão ágeis como antigamente. Se aproveitando desta situação, um ladrãozinho passou correndo e agarrou a bolsa da senhora, que a tinha pendurada no ombro frágil. Vendo a mulher ser violentada, assaltada e chocada, o senhor reuniu toda a força que lhe restava, bem assim como sua determinação, e pôs-se a perseguir o assaltante. Não conseguindo alcança-lo devido a grande diferença de idade, ele se sentou no meio-fio e levou as mãos ao rosto.

Sua esposa de longa data veio atrás, com passos leves, e colocou a mão sobre seu ombro, ele a olhou e seu rosto estava molhado. Ela o mandou levantar sem palavras, e assim ele fez. E com isso, ela jogou os braços por cima dos ombros e o beijou de leve nos lábios, para então falar olhando fixamente em seus olhos: Te amo.

9 de outubro de 2007

Tinha sua mochila nas costas, e escutava música enquanto andava pelas praças da cidade, um dos fones de ouvido caído sobre seus ombros. Ele parou sua caminhada, olhou em volta, respirou fundo para sentir os ares da cidade entrarem frios pelo pulmão e olhou em volta novamente. Sensação de liberdade.

Estava mais velho agora, e como velho, me refiro a maturidade, e não apenas números sem sentido. Não se fica mais velho somente por apagar um bando de velas em cima de um bolo. Se fica mais velho com independência, auto-sustentabilidade, com asas, antes mantidas escondidas, e agora prontas para voar o mais alto e longe possível.

Junto com ele estavam alguns poucos amigos, amigos de verdade, não aquelas pessoas que se atura para ser sociável. Quando consideraram que haviam explorado Paris o suficiente para um primeiro contato, eles se dirigiram a uma hospederia que parecia barata. Como era o único ali que falava um pouco de francês, ele se aventurou e pôs em prática seu ano e meio de curso. Pediu por um quarto, o mais em conta que tivesse, e tentou organizar um meio para que todos os mochileiros pudessem dividi-lo, para poupar despesas. Com tudo organizado, pagaram com o dinheiro que haviam conseguido em Madrid e sairam pela cidade. Agora já tinham aonde voltar a noite.

Andaram um pouco mais, para conhecer melhor a cidade-luz e partiram em busca de um bico que os ajudasse a seguir o caminho pela Europa. Santo Euro! Pelo resto da semana, e talvez um pouco mais, teriam tempo o suficiente para se acostumar e se afeiçoar por Paris... Ah! Liberdade.

18 de setembro de 2007

Azul X Verde

Ele cresceu com o azul. Era um menino e, portanto, quando nasceu teve o quarto pintado de azul, assim como seu berço, suas roupas de bebê,e todo o restante de seu enxoval. Desde os primeiros meses de sua vida, o garoto aprendeu a conviver com o azul e todas suas tonalidades.

Quando ele se fazia mais chocante e repressor, o menino se sentia assustado, receoso, ou pelo menos se sentia no começo, até o momento que, quando mais velho, apenas se sentia chateado, magoado. Porém, quando o azul era suave, tranqüilizante e acalmante, ele se sentia satisfeito consigo mesmo e em paz.

Todavia, tais extremos não puderam evitar que o menino conhecesse outras cores assim que saísse do quarto. Mas mesmo com as novas experiências ele não pôde fugir da influência do azul. Foi quando conheceu o verde, e por ele se apaixonou. Era a cor dos seus sonhos. Era bonita, fria porém com uma simpatia característica, coisa fora dos limites do azul que teve em todo seu crescimento.

O azul não gostou desta mudança cromática, é claro, porém nada pôde fazer para evitar que o menino amadurecesse e começasse a viver em um quarto verde, visitando seu velho berçario azul raramente. Porém, o que mais chateava o garoto quando ele retornava ao antigo quarto, eram as paredes e mobílias que clamavam pela sua volta. Elas usavam uma voz tão carinhosa, e ao mesmo tempo pertubadora que o faziam se sentir culpado. Culpado de ser mais feliz do que antes.

30 de agosto de 2007

Tempos Dourados

Quando se viram pela última vez, eram relevantemente mais jovens. Naquela época, ambos ainda tinham movimento no quadril e o exercitavam naquelas noite animadas de brisa friazinha, na qual os garotos emprestavam suas jaquetas de couro para as meninas que sorriam em agradecimento sempre cheias de esperança. Durante aquele período eles foram rebeldes com atitudes que hoje seriam consideradas castas e puritanas, e se surpreendem com o fato de que o comportamento rebelde dos adolescentes de hoje não seja considerado como tal, exceto quando ele extrapola os novos limites impostos, como gravidez, uso de drogas ou coisa que os valha.

Eles sorriram e se olharam como quem diz: "Te conheço de algum lugar, não conheço?". E sendo assim tentaram se lembrar. O senhor lembrava da época em que era um garanhão, chamando todas as meninas para dançar no salão e as embebedando de ponche. A senhora se recordava da sua época de mocinha, quando foi beijada pela primeira vez pelo homem da sua vida, que conheceu também num baile, porém até hoje ela não sabe que ele a embebedou para poder facilitar o processo do flerte que durou um tempo.

- Boa tarde. - Disse ele determinado.

- Boa tarde. - Ela respondeu sorrindo. Ele também se lembrava dela, talvez agora ela refrescasse a memória e descobrisse de onde o conhece.

- Não me leve a mal, mas estive ali te olhando e pensei... A conheço de algum lugar, não conheço?

- Oh, de maneira nenhuma. Para ser franca com o senhor...

- O senhor não, você. - Ela deu um sorrisinho bobo.

- Então, para ser franca com você, também me perguntava a mesma coisa.

- Pois é... Da onde será? - Ele pareceu buscar algo na memória ao mesmo tempo que ela fez o mesmo. - Bom, ajudaria se soubéssemos os nomes de cada um.

- Ah, pois não! Que indelicadeza a minha... Maria Ângela. E o do senhor?

- Carlos Eduardo. E senhor está no céu, por favor. Onde você estudava?

- Ah, me formei no Colégio João Baptista para Meninas.

- Então não foi de lá que nos conhecemos... Porém esse nome, Maria Ângela, me é familiar.

- Você não era amigo do Oswaldinho?

- Oswaldinho?

- É... Aquele, primo da Odeth, do João Baptista. Ele ia sempre lá nos portões da escola junto com alguns rapazes.

- Não, não... Não conheço nenhum Oswaldinho. Talvez seja o Osmar, lá da Rua das Laranjeiras.

- Você morava por lá?

- Morava, por quê?

- Ah! Mistério resolvido então! Eu morava logo atrás, na Rua Amélia! Sempre reuníamos o povo para ir até a Praça 15 de Novembro. Se lembra?

- Sim, nós jogávamos um futebol e vocês assistiam.

- Verdade.

- Nossa, que ótimo te rever, Maria Ângela.

- Realmente, Carlos Eduardo. Dá uma sentimento bom, um pouco saudoso.

-Pois é... - Ele olhou para o horizonte por um tempo e então retornou. - Tenho que ir agora, estou ocupado, comprando coisas pro meu neto que vai viajar.

-Bom, então se cuida! Nos vemos por aí, certo?

- Certo, até mais hein?! - E se despediram com um beijo no rosto.