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31 de julho de 2008

We All Deserve to Die!

We all deserve to die!
Tell you why, dear reader, tell you why
Because in all of the whole human race, dear reader,
There are two kind of man, and only two.
There's the one staying put in his proper place,
And the one with his boot in the other one's face.
Look at me, dear reader, look at you!
We all deserve to die, even you, dear reader, even I!

12 de junho de 2008

Hugues de Lionne

Olá pessoas! Já ouviram falar da novíssima banda, Hugues de Lionne?

Pois é, eu sou um integrante e queria que vocês comprassem nosso primeiro CD:

'Mansion Built Upon Sand'

Aqui está a capa, para aqueles que gostam de um CD com capa bonita:



Vão no camelô mais próximo e arranjem o seu!

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Ok, aqui tá o negócio. É uma nova brincadeira muito iradinha que eu peguei da Arlequina.

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

;)

11 de junho de 2008

AA: Ausentes Anônimos

Oi, meu nome é Rodrigo.

Ooooooi, Rodrigo!

Eu me ausentei do meu blog há um tempo. Mas eu tô tentando parar, juro. É difícil. Mas aos poucos eu vou voltar a ativa.

Fazem cara de compreensivos.

E... é só isso que eu queria dividir.

CLAPCLAPCLAP. Parabéns. Nós acreditamos em você. Próximo.

Oi, meu nome é Joaquim.

Ooooooooooi Joaquim!...

20 de março de 2008

Aprendiz de Feiticeiro

"Aprendi que tudo passa
Tomando chá ou cachaça,
Tomando champanhe ou não."


Foi até a cozinha e abriu o freezer com descaso. De lá, retirou um pote de 1 litro de um sorvete que tinha pego na sorveteria da esquina há uns três dias, quando ainda estava quente. Deixou-o em cima do balcão e fechou a porta do freezer, se dirigindo em direção a gaveta e apanhando uma colher.

Deixou a tampa do sorvete de cookies dentro da pia e foi até a sala. Sentou-se no sofá, se cobriu com seu edredom de bolas coloridas e ligou a TV. Mudou de canal até achar um filme dramático que aparentemente estivesse no começo. Apanhou o sorvete e começou a comer, escutando o som da chuva.

Aproveitou aquele momento Bridget Jones enquanto pôde, pois sabia que no dia seguinte ou no outro, acordaria bem pela manhã.

1 de março de 2008

Recomeços

O luar entrava fraco pela janela translucida do apartamento. Ele se encontrava sentado à escrivaninha, escutando um velho disc-man e rascunhando alguma coisa em um bloco de folhas amareladas.

Parou por um instante, descansando o lápis sobre a madeira escura. Ergueu o bloco e leu o que havia escrito até então. Fez cara de desgosto, destacou aquela folha das outras, a amassou e arremessou na lata de lixo.

E então recomeçou. "Era uma vez..."

2 de fevereiro de 2008

Reforma

Após um período de não muita freqüência bloguística, o Larapius vai entrar em reforma. Deixarei ele mais jeitosinho. =D

Postarei com mais vezes. Sinto falta.

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Ele entrou na chocolateria nova da cidade. Estava aberta há menos de uma semana, mas pelas janelas parecia diferente, atraente até, com seus motivos indígenas, tribais. Assim que abriu a porta, ouviu o sininho característico soar.

- Pois não? - Uma mulher bonita vestindo um avental perguntou saindo da cozinha.

- Estou em dúvida. - Ele disse, analisando os chocolates expostos nas diversas vitrines, potes e estantes.

- Por que não gira isso? - A moça sugeriu sorrindo, apontando para uma roda de madeira entalhada com enfeites com o mesmo tema da loja.

Ele pareceu surpreso, mas o fez. Observou parado as diversas cores se misturando conforme a roda girava.

- E então, o que vê? - Quis saber uma menina estranha para os olhos do cliente, mas muito semelhante à dona da loja.

- Hm... Eu vejo, vejo... Ah, é tolice.

- Não, diga.

- Eu vejo uma gaivota carregando um peixe no bico, fugindo das outras.

A dona da chocolateria murmurou um "uhum" e de pronto pegou um dos chocolates de dentro da vitrine. Ele era marrom claro e triangular.

- Aqui. Experimente. Esse é o seu favorito.

E então ele mordeu o chocolate, e se sentiu mais livre do que nunca.

Um beijo para quem adivinhar o filme. =P

29 de novembro de 2007

A Dama da Dança

1 mês depois, não é mesmo. =/


Desculpa o atraso....


Thera, juro que no próximo, eu ponho aqueles selos felizes.


Ela dançava porque era o que sabia fazer. Dançava muito bem, e se sentia bem em dançar. Se sentia livre, completa. Dançava desde pequena, antes com as batidas de tambor do pai, depois seguindo seu próprio ritmo, o ritmo da sua vida. Tinha um corpo bonito, majoritariamente devido à dança, e tinha consciência disso. Sabia que ao dançar, levava consigo diversos olhares interessados de rapazes – e volta e meia de outras moças também – que no fim das contas só queriam uma noite de prazer com ela, quem sabe duas.

A ela podiam ser atribuídos vários adjetivos, mas com certeza nenhum deles seria relacionado à frustração ou hipocrisia. Ela fazia o que gostava, e somente o que gostava. Não fazia seu gênero sair com homens para um relacionamento de apenas uma noite, portanto não tinha o costume de se tornar mais íntima dos homens que a viam dançar. Porém, certa noite, enquanto se apresentava em um bar, notou um homem a observando.

Ele não era como os outros que faziam um escarcéu em cima da dança apaixonada dela. Ele apenas a observava, meio maravilhado, meio apaixonado. O rapaz não via algo tão verdadeiro como aquela dança há muito tempo, e percebeu que, fosse quem fosse que dançava ali, era alguém real, um ser humano não só de carne, osso e palavras, disso todos os outros eram feitos também, mas um ser humano de carne e osso e palavras e emoções. Sentiu-se tentado a conhecê-la, com o objetivo de conhecê-la, nada mais. A mais pura das relações. Por isso, se ofereceu a levá-la para casa quando a noite acabou. Os dois conversaram, dançaram e combinaram de se encontrar novamente outro dia, e outro dia, e outro dia...

10 de outubro de 2007

Amor

Estavam juntos há muito tempo. Décadas e décadas de amor, paixão, brigas, filhos, netos, consideração, respeito, carinho, compreensão. Já tinham vivido por volta de 65 anos, o mesmo valor da soma das idades de seus dois filhos. Conheciam a vida e suas reviravoltas, sua ironia, o que a movia.

Tendo tal conhecimento eles caminhavam pela rua, voltando pra casa após andar quatro quarteirões, como a médica havia recomendado para iniciar o tratamento. Eles até conseguiriam aguentar mais, mas para quê? Afinal o jornal e a novela já estavam começando.

Eram sagazes, porém não mais tão ágeis como antigamente. Se aproveitando desta situação, um ladrãozinho passou correndo e agarrou a bolsa da senhora, que a tinha pendurada no ombro frágil. Vendo a mulher ser violentada, assaltada e chocada, o senhor reuniu toda a força que lhe restava, bem assim como sua determinação, e pôs-se a perseguir o assaltante. Não conseguindo alcança-lo devido a grande diferença de idade, ele se sentou no meio-fio e levou as mãos ao rosto.

Sua esposa de longa data veio atrás, com passos leves, e colocou a mão sobre seu ombro, ele a olhou e seu rosto estava molhado. Ela o mandou levantar sem palavras, e assim ele fez. E com isso, ela jogou os braços por cima dos ombros e o beijou de leve nos lábios, para então falar olhando fixamente em seus olhos: Te amo.

9 de outubro de 2007

Tinha sua mochila nas costas, e escutava música enquanto andava pelas praças da cidade, um dos fones de ouvido caído sobre seus ombros. Ele parou sua caminhada, olhou em volta, respirou fundo para sentir os ares da cidade entrarem frios pelo pulmão e olhou em volta novamente. Sensação de liberdade.

Estava mais velho agora, e como velho, me refiro a maturidade, e não apenas números sem sentido. Não se fica mais velho somente por apagar um bando de velas em cima de um bolo. Se fica mais velho com independência, auto-sustentabilidade, com asas, antes mantidas escondidas, e agora prontas para voar o mais alto e longe possível.

Junto com ele estavam alguns poucos amigos, amigos de verdade, não aquelas pessoas que se atura para ser sociável. Quando consideraram que haviam explorado Paris o suficiente para um primeiro contato, eles se dirigiram a uma hospederia que parecia barata. Como era o único ali que falava um pouco de francês, ele se aventurou e pôs em prática seu ano e meio de curso. Pediu por um quarto, o mais em conta que tivesse, e tentou organizar um meio para que todos os mochileiros pudessem dividi-lo, para poupar despesas. Com tudo organizado, pagaram com o dinheiro que haviam conseguido em Madrid e sairam pela cidade. Agora já tinham aonde voltar a noite.

Andaram um pouco mais, para conhecer melhor a cidade-luz e partiram em busca de um bico que os ajudasse a seguir o caminho pela Europa. Santo Euro! Pelo resto da semana, e talvez um pouco mais, teriam tempo o suficiente para se acostumar e se afeiçoar por Paris... Ah! Liberdade.

23 de setembro de 2007

Morte e vida

Uma maneira diferente e mais prática de encarar-las.

O homem ali presente não era querido por nenhum dos outros que compareceram à ocasião. Ele terminou o evento com o fechar do caixão e se dirigiu à saída, antes passando pelo viúvo e por seus filhos, os cumprimentando com “meus pêsames” e “sinto muito”. Esses discursos já haviam perdido todo seu sentido para ele, que tinha como profissão gerenciar todo o processo do velório. Ele dirigia o carro funerário, e arrumava o salão, bem assim como fechava o caixão, e junto com ele vários outros corações de parentes e amigos do falecido. A morte para ele era triste, mas necessária. Afinal, era ela quem providenciava seu pão de cada dia.

Trabalhava vendendo seguros. Não gostava muito, até porque ganhava pouco e era algo entediante, não era? Só se divertia quando aparecia algum cliente, exigindo seu pagamento e contando as mortes de seus familiares, cônjuges ou amigos, muitas vezes interessantes. No fim das contas, esse emprego o tinha feito ter menos medo da morte, por ela ser algo inevitável. Contudo, dentro do escritório, ela deveria ser evitada ao máximo, para que não ocorram mortes e que a empresa não perca dinheiro. A vida para ele era chata, porém necessária. Afinal, era ela quem providenciava seu pão de cada dia.

18 de setembro de 2007

Azul X Verde

Ele cresceu com o azul. Era um menino e, portanto, quando nasceu teve o quarto pintado de azul, assim como seu berço, suas roupas de bebê,e todo o restante de seu enxoval. Desde os primeiros meses de sua vida, o garoto aprendeu a conviver com o azul e todas suas tonalidades.

Quando ele se fazia mais chocante e repressor, o menino se sentia assustado, receoso, ou pelo menos se sentia no começo, até o momento que, quando mais velho, apenas se sentia chateado, magoado. Porém, quando o azul era suave, tranqüilizante e acalmante, ele se sentia satisfeito consigo mesmo e em paz.

Todavia, tais extremos não puderam evitar que o menino conhecesse outras cores assim que saísse do quarto. Mas mesmo com as novas experiências ele não pôde fugir da influência do azul. Foi quando conheceu o verde, e por ele se apaixonou. Era a cor dos seus sonhos. Era bonita, fria porém com uma simpatia característica, coisa fora dos limites do azul que teve em todo seu crescimento.

O azul não gostou desta mudança cromática, é claro, porém nada pôde fazer para evitar que o menino amadurecesse e começasse a viver em um quarto verde, visitando seu velho berçario azul raramente. Porém, o que mais chateava o garoto quando ele retornava ao antigo quarto, eram as paredes e mobílias que clamavam pela sua volta. Elas usavam uma voz tão carinhosa, e ao mesmo tempo pertubadora que o faziam se sentir culpado. Culpado de ser mais feliz do que antes.

25 de agosto de 2007

Suspiros e reclamações

Suspirou uma vez e se sentou sobre um cogumelo que parecesse resistente. Olhou em volta e notou a quantidade de cogumelos parecidos que encontrava espalhados pelo chão. Eles variavam em cores e tamanhos. Também observou os gnomos que andavam ocupados no jardim, fazendo mil tarefas, entre elas planejar o jantar daquela noite: uma criança gordinha e apetitosa. Viu, sem um piscar de olhos, grandes fênixes no céu a voar despreocupadas e também duendes adolescentes comentando com suas gírias sobre mil-e-uma maneiras de enfeitar seus gorros.

Levantou-se devagarzinho e caminhou em direção à fonte de águas mágicas, passando pelo caminho elfos, grifos e doninhas falantes. Aquela fada se apoiou sobre a mármore da fonte e ficou observando nas águas as pessoas que lá eram visíveis.

Eram seres humanos, nada mais do que isso. Andando em calçadas pavimentadas, escutando I-pods, correndo, indo ao trabalho de ônibus, sendo assaltados, sorrindo de alegria, chorando de raiva, perdidos em emoções e muitas vezes expressando opacidade.


Foi então que a fada suspirou outra vez e deixou sair baixinho, mais para si mesma do que para qualquer outro: Que vida sem graça a minha.